Área Médica
Atendimento online via chat exclusivo para médicos
Fale Conosco
Rua Santa Clara, 240
Sorocaba/SP
TEL: (15) 3233-7925 / 3231-1614
contato@arteformulas.com.br

Notícias

Leucemia

Leucemia 


O que é leucemia?

É uma proliferação descontrolada de células malignas originarias de um precursor das células da medula óssea, que substituem os elementos normais. Essas células anormais podem causar falência da medula óssea (diminuição de leucócitos, hemácias e plaquetas). É uma doença que se estende para o sangue, gânglios linfáticos, baço e fígado, mas qualquer outro órgão ou tecido poderá ser envolvido.   

Quais os tipos de leucemia?

As leucemias se dividem em 2 grandes grupos: agudas e crônicas, subdivididas em linfoides e mielóides, dependendo do tipo, origem e maturação das células comprometidas. 


Como se caracterizam as leucemias agudas?

Na leucemia linfoide aguda (ou leucemia linfoblastica aguda) o tipo de célula comprometida é o linfoblasto, célula imatura de origem dos linfócitos. A leucemia mielóide aguda (ou mieloblastica aguda) é o tipo mais comum das leucemias. A célula anômala é denominada mieloblasto, que tem sempre sua origem nos elementos medulares. 


Como se caracterizam as leucemias crônicas?

Nas leucemias crônicas, linfoides e mielóides, a origem celular é linfoide ou mielóide,  a origem celular é linfoide ou mielóide, porém, são células diferenciadas ou maduras. Estas leucemias incidem mais os adultos e em indivíduos idosos. Em cada um destes grandes grupos é possível se identificar vários subtipos de leucemias, com diferentes prognósticos entre eles.


Qual a causa? 

Não se conhece uma causa exata das leucemias, entretanto, pesquisas tem demostrado que existem certos fatores de risco e que alguma pessoa tem mais possibilidade de apresentar a doença do que outras.

Os fatores de risco associados com o desenvolvimento das leucemias, tanto agudas como crônicas, são: irradiações ( acidentes nucleares radioterapia terapêutica para outros tumores); agentes químicos ( derivados do benzeno e petróleo, pesticidas e agrotóxicos, etc.); agentes quimioterápicos no tratamento de neoplasias previas; fatores genéticos (síndrome Down, ataxia teleangectásica – que é um complexo distúrbio imunológico associado a problemas neurológicos, principalmente desequilíbrio, endocrinológicos, hepáticos e cutâneos -, anemia de Fanconi – que é um tipo de anemia hereditária-, etc) e vírus (HTLV I).


Quais são as manifestações clinicas? 

Cada tipo de leucemia pode apresentar sinais e sintomas próprios, mas alguns são comuns as leucemias agudas ou crônicas.

Nas leucemias agudas o quadro é de instalação rápida e geralmente os pacientes apresentam febre, infecções frequentes, cansaço, palidez, manchas roxas pelo corpo, sangramentos (gengivas, nariz), dores ósseas e nas articulações, perda de peso, aumento de gânglios, baço e fígado. 

Nas leucemias crônicas, tanto linfoides como mielóides, o início dos sinais e sintomas pode passar despercebido e muitas vezes os pacientes não apresentam nenhuma alteração clínica e o diagnóstico é um achado laboratorial. 


Como se faz o diagnóstico?

A sintomatologia clínica e o exame físico dos pacientes com frequência fazem o médico suspeitar que se trata de leucemia.

A confirmação diagnostica se realiza mediante analise de diversos exames mais complexos, que utilizam técnicas de biologia molecular. 


Quais são os principais exames para diagnostico das leucemias? 

No hemograma poderemos encontrar graus variáveis de anemia. A contagem de plaquetas esta diminuída ou normal nas leucemias agudas. Nas leucemias crônicas, a quantidade de plaquetas geralmente está dentro dos valores normais, mas pode estar diminuída e até aumentada.

Quando ao número de leucocitos, este pode estar aumentado, normal ou diminuído. O tipo de célula anômala predominante poderá indicar se a leucemia é aguda ou crônica. 

Nas leucemias agudas as células são imaturas (blastos mielóides ou linfoides). 

Nas leucemias crônicas o número de leucócitos está sempre aumentado e o tipo celular caracteriza-se por células com graus variados de maturação. 

O mielograma deverá ser realizado sempre, para confirmação do diagnóstico e realização de reações para caracterizar o tipo celular, como as reações citoquímicas, os estudos dos marcadores pela imunofenotipagem e a genética celular. 

As vezes, há necessidade da complementação diagnostica com biopsia óssea quando a coleta por agulha de punção não revela material adequado. 

A imunofenotipagem ou avaliação do tipo celular por citometria de fluxo é um exame que identifica os marcadores da membrana e do citoplasma das células leucêmicas, diferenciando as células em linhagem mieloide ou linfoide. 

Cariótipo ou estudo criptogenético é o processo de análise das alterações dos cromossomos celulares. 

Todas as células nucleadas dos seres humanos possuem cromossomos (corpúsculos em que se duvide o núcleo celular) e que transmitem os caracteres hereditários. Os cromossomos são formados por 22 pares, numerados de 1 a 22, além dos cromossomos sexuais XY (homem) ou XX ( mulher). Diversas doenças hematológicas, e principalmente as leucemias, estão assoviados a anormalidades complexas dos cromossomos. 

O estudo citogenético é muito importante nas leucemias tanto agudas como crônicas, porque determina fatores de risco da doença. 

Além dos exames laboratoriais específicos para determinação exata do tipo de leucemia, é necessário também realização de exames laboratoriais gerais que avaliam a função renal (ureia, creatinina, ácido úrico), hepática (transaminases e fosfatase alcalina), e enzima DHL, o exame do liquor (liquido cefalorraquiano), cardíaca ( eletrocardiograma e ecocardiograma), além de exames por imagem (radiografias, tomografia computadorizada e ultrassonografia). 

Estes exames são necessários para uma avaliação do prognostico, fatores de risco, programação e controle do tratamento. 


É possível prevenir a doença?

Infelizmente até o momento não existe nenhum exame preventivo para detectar precocemente as leucemias.


Como se trata?

O tratamento das leucemias é complexo, varia com o tipo da linhagem celular comprometida, conforme a idade, e não é o mesmo para todos os pacientes. 


Leucemia linfoide aguda

Como é classificada?

A leucemia linfoide aguda pode ser subclassificação, dependendo do tipo de linhagem celular, em B e T. A leucemia linfoide aguda do tipo B e T. A leucemia linfoide aguda do tipo B é a mais comum e corresponde a 80% dos casos e geralmente tem melhor prognostico que a do tipo T.

A classificação mais utilizada é o grupo FAB (franco-americano-britânico) que se baseia na morfologia das células observadas no hemograma e mielograma. São descritivos 3 tipos: L1, L2, L3. 


 Leucemia linfoide crônica 

A leucemia linfoide crônica é uma doença proliferativa maligna das células linfoides, caracterizada por acumulo lento e progressivo de linfócitos na medula óssea, nos gânglios linfáticos, fígado, baço e outros órgãos. Esses linfócitos são de uma única linhagem (clone monoclonal), em geral de células B e raramente de células T. 


Fonte SAUDE - ENTENDENDO AS DOENÇAS, KAUFFMAN, PAUL, HELITO, ALFREDO SALIM DE, Ano:  2007. Editora: NOBEL